Quiz: Teste de Personalidade Online Gratuito

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9. Quando você precisa aprender algo novo, prefere…


O jeito que você aprende também tem a ver com personalidade

Ler, ouvir, fazer ou conversar: as quatro rotas de aprendizado funcionam, e quase todo mundo usa mais de uma. O que muda é a rota preferida, aquela para a qual a pessoa volta quando o assunto fica difícil e ela precisa entender de verdade.

Vale um aviso: a ideia de que cada pessoa tem um estilo fixo de aprendizagem e só aprende por aquele canal foi bastante contestada por pesquisas mais recentes. O que existe de forma clara é preferência, não limitação. Você aprende pelos quatro caminhos, mas se sente mais confortável em um deles.

O custo de insistir na rota errada

Quem aprende fazendo e passa três semanas lendo o manual antes de tocar no equipamento está gastando o dobro do tempo pelo mesmo resultado. E quem aprende lendo e é jogado direto na prática costuma sentir uma insegurança que atrapalha o desempenho.

Isso pesa bastante na hora de estudar para uma prova ou aprender uma habilidade nova por conta própria. Escolher o formato do material pela própria preferência, e não pelo que está mais à mão, muda o rendimento de forma perceptível em poucas semanas.

Aprender com outras pessoas

A quarta rota é a mais social das quatro e tem uma vantagem específica: explicar algo para alguém obriga a organizar o próprio entendimento. Quem estuda em grupo e assume o papel de explicar costuma fixar melhor o conteúdo do que quem só escuta.

A desvantagem é a dispersão. Grupo de estudo que vira conversa rende menos que meia hora sozinho, e quem tem esse perfil precisa de alguma disciplina externa para o encontro não desandar.

Já quem prefere que alguém explique com calma costuma render muito bem com um tutor ou com um vídeo bem estruturado, e mal com material denso e mal organizado. O gargalo dessa pessoa raramente é capacidade, é a qualidade da explicação que ela recebeu.

O que funciona para todos os perfis

Independente da rota preferida, duas técnicas aparecem bem em praticamente toda pesquisa sobre aprendizagem. A primeira é espaçar o estudo: quatro sessões de trinta minutos ao longo da semana fixam mais que duas horas seguidas na véspera, mesmo somando o mesmo tempo.

A segunda é se testar em vez de reler. Fechar o material e tentar lembrar o que estava ali é desconfortável, e é justamente o esforço de recuperar a informação que a fixa. Reler passa a sensação agradável de que se sabe o conteúdo, e essa sensação engana.

As duas técnicas funcionam para quem aprende lendo, ouvindo, fazendo ou conversando. A preferência muda o formato do material; o que fixa o conteúdo é igual para todo mundo.

Um terceiro elemento pesa tanto quanto a técnica: o sono. Boa parte da consolidação do que foi estudado acontece dormindo, o que torna a noite em claro antes da prova uma das piores estratégias possíveis. A pessoa troca as horas que fixariam o conteúdo por mais algumas horas de leitura cansada.

Vale ainda separar o estudo por assunto em vez de estudar tudo de uma vez. Alternar entre dois ou três temas na mesma semana costuma render mais que esgotar um assunto antes de começar o próximo, mesmo que a sensação durante o estudo seja de menos progresso.