Se Jesus diz que ninguém vai ao Pai senão por Ele, por que muitos veneram e oram a Maria?

Acompanhe a resposta de Simone Teixeira

O vínculo que existe entre mães e filhos é naturalmente profundo. Quando uma mulher engravida e aceita aquela gestação com amor, ela passa nove meses sonhando e curtindo aquela criança que nem conhece.

Dizem, com muita razão, que amor de mãe é incondicional! Esta é minha experiência humana da maternidade: tenho 2 filhos e os amo a ponto de morrer para salvar a vida deles…

Se prestarmos atenção no primeiro capítulo do evangelho de São Lucas vemos que um mensageiro de Deus, o Anjo Gabriel, foi enviado a Maria para lhe perguntar se ela aceitava fazer parte do plano de salvação do Pai, gerando o filho de Deus em seu ventre.

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O anjo a chamou de “cheia de graça” e isto significa que ela era totalmente de Deus, plena da graça de Deus!

Para demonstrar a Maria que ela não estava tendo alucinações e que mesmo virgem poderia gerar um filho, o Anjo lhe contou que sua prima Isabel, já de idade avançada e considerada estéril, estava no sexto mês de gravidez.

Maria foi para a casa de sua prima, ajuda-la neste período final da gravidez. Todos sabemos que Isabel deu à luz João Batista, o maior dos profetas segundo as palavras de Jesus.

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No encontro das duas mães, João estremeceu de alegria no ventre de Isabel que reconheceu em Maria a Mãe do Salvador.

Maria glorificou a Deus rezando um salmo que já profetizava que “todas as gerações a chamariam de bem-aventurada”!

O primeiro milagre no início da vida pública de Jesus: nas “Bodas de Cana” foi realizado a pedido de Maria que acreditando disse aos servos: façam tudo o que ele vos disser.

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Quando Maria e José, cumprindo a tradição judaica, apresentaram Jesus no templo, Simeão e Ana disseram coisas maravilhosas sobre o menino, mas também sobre a dor que Maria sofreria.

Ela consagrou seu filho a Deus e a toda humanidade…

Quando Jesus morria na Cruz, pediu a João Evangelista que cuidasse de Maria, dizendo: Mãe eis aí teu filho, filho eis aí tua Mãe!

Jesus morria para salvar toda a humanidade e João representava todos os que o amavam e todos os que seriam salvos por ele. Jesus estava nos dando sua mãe.

A pessoa com quem teve maior intimidade e carinho durante toda a vida. Foi ela que o gestou, deu-o à luz, amamentou, cuidou dele, protegeu, ensinou a engatinhar, andar, falar, ler e escrever…

Foi ela quem o pegava no colo e contava histórias e ensinava as escrituras… Ela esteve presente na vida dele de Belém até a Cruz e também estava com os discípulos em Pentecostes.

Desde o início do Cristianismo existe a veneração pela Mãe de Jesus. Ela foi a primeira que acreditou em seu filho.

Hoje existe divisão entre católicos e outras denominações cristãs, mas no início todos tinham o mesmo carinho e veneração por Maria que nós mantivemos e trazemos no coração.

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